“Para Robert Langdon, a rotunda do Capitólio – como a Basílica de São Pedro – tinha sempre o condão de o deixar surpreendido. A um nível racional, sabia que a sala era tão grande que a Estátua da Liberdade poderia erguer-se com facilidade lá dentro, mas a Rotunda conseguia parecer sempre maior e mais sagrada do que ele antecipava, como se existissem espíritos no ar. Esta noite, no entanto, só havia caos.
(…)
Os antepassados que tinha fundado esta capital começaram por lhe chamar «Roma». Tinham dado o nome «Tibre» ao rio e erigido uma capital clássica de panteões e templos, todos eles adornados com as imagens dos grandes deuses e deusas da História – Apolo, Minerva, Vénus, Hélio, Vulcano, Júpiter. No seu centro, como em muitas das grandes cidades clássicas, os fundadores tinha erigido um duradouro tributo aos antigos – o obelisco egípcio. Este obelisco, ainda maior que o do Cairo ou de que o de Alexandria, erguia-se cento e sessenta e nove metros no céu, mais de trinta andares, proclamando a gratidão e as honras devidas ao antepassado semidivino do qual esta capital tirara o seu novo nome.
Washington.
Agora, séculos depois, apesar de existir, na América, a separação entre a Igreja e o Estado, esta Rotunda patrocinada pelo segundo cintilava de simbolismo religioso antigo. Havia mais de uma dúzia de deuses diferentes na Rotunda – mais do que no Panteão original em Roma. Naturalmente, o Panteão romano fora convertido ao cristianismo em 609… mas este nunca fora convertido, os vestígios da sua verdadeira história permaneciam ainda à vista de todos.
(…)
Sin-cera.
Desde os tempos de Miguel Ângelo que os escultores escondiam as lacunas dos seus trabalhos derramando cera em falhas e rachas e tapando-as depois com pó de pedra. Este método era considerado uma farsa, pelo que a escultura «sem cera» - literalmente, sine cera – era considerada uma peça de arte «sincera». A expressão ganhou uma tal popularidade que até aos dias de hoje há quem preceda a assinatura das suas cartas com um «sinceramente», uma promessa de que estas são escritas «sem cera» e que as palavras são verdadeiras.”
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Os antepassados que tinha fundado esta capital começaram por lhe chamar «Roma». Tinham dado o nome «Tibre» ao rio e erigido uma capital clássica de panteões e templos, todos eles adornados com as imagens dos grandes deuses e deusas da História – Apolo, Minerva, Vénus, Hélio, Vulcano, Júpiter. No seu centro, como em muitas das grandes cidades clássicas, os fundadores tinha erigido um duradouro tributo aos antigos – o obelisco egípcio. Este obelisco, ainda maior que o do Cairo ou de que o de Alexandria, erguia-se cento e sessenta e nove metros no céu, mais de trinta andares, proclamando a gratidão e as honras devidas ao antepassado semidivino do qual esta capital tirara o seu novo nome.
Washington.
Agora, séculos depois, apesar de existir, na América, a separação entre a Igreja e o Estado, esta Rotunda patrocinada pelo segundo cintilava de simbolismo religioso antigo. Havia mais de uma dúzia de deuses diferentes na Rotunda – mais do que no Panteão original em Roma. Naturalmente, o Panteão romano fora convertido ao cristianismo em 609… mas este nunca fora convertido, os vestígios da sua verdadeira história permaneciam ainda à vista de todos.
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Sin-cera.
Desde os tempos de Miguel Ângelo que os escultores escondiam as lacunas dos seus trabalhos derramando cera em falhas e rachas e tapando-as depois com pó de pedra. Este método era considerado uma farsa, pelo que a escultura «sem cera» - literalmente, sine cera – era considerada uma peça de arte «sincera». A expressão ganhou uma tal popularidade que até aos dias de hoje há quem preceda a assinatura das suas cartas com um «sinceramente», uma promessa de que estas são escritas «sem cera» e que as palavras são verdadeiras.”

O símbolo perdido
Dan Brown