"(…) - Certa vez, houve uma inundação na floresta imensa. (...) Os animais grandes bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais mais pequenos seguiam os seus rastos. De repente, uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na direcção oposta procurando a quem salvar.
- As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: «És louca! O que poderás fazer com um corpo tão frágil?» Os abutres bradaram: «Utópica! Vê se enxergas a tua pequenez!» Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. As suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase a desistir... Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, atirou-se à água e com muito esforço pegou no diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico. (...)"
«Só me sinto digna das minhas asas se as utilizar para fazer os outros voarem.» (…)
sábado, 14 de novembro de 2009
Augusto Cury
O Vendedor de Sonhos
Augusto Cury
